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PSICOLOGIA CLÍNICA

Perante certas dificuldades em lidar com situações de stress (ex, condições de conflito ou relacionadas com problemas médicos: cefaleias, hipertensão, diabetes, palpitações, dor crónica, fibromialgia, cancro, HIV), luto, problemas psicossociais e ambientais (ex, problemas com o grupo de apoio primário, o ambiente social, económicos, educacionais), condições relacionais (ex, infidelidade, separação/divórcio, fracas competências de comunicação, de assertividade, violência doméstica, abuso emocional) e manifestações de disfunção psicológica e/ou comportamental Perturbações do Humor, por exemplo, Depressão, Perturbação bipolar, Ciclotímia, Problemas de auto-estima, irritabilidade crónica;

Perturbações da Ansiedade, por exemplo, Perturbação de Pânico, Perturbação pós-stress traumático, Perturbação obsessivo-compulsiva, Fobia (agorafobia, fobia social, fobia de falar em público);

Perturbação do controlo dos impulsos, por exemplo, Cleptomania, Piromania, Jogo patológico;

Perturbações relacionadas com substâncias, por exemplo, Perturbações por uso de álcool, nicotina, sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos;

Perturbações da Personalidade, por exemplo, Perturbação Paranóide, Anti-social, Estado-limite;

Perturbações do Sono, por exemplo, Insónia, Parassónia, Sonambulismo; Perturbação da Adaptação, por exemplo, Perturbação mista das emoções e do comportamento; Perturbações Cognitivas, por exemplo, demência, perturbações mnésicas;

Perturbações Somatoformes, por exemplo, Somatização, Perturbação de conversão, Hipocondria;

Perturbações do comportamento alimentar, por exemplo, anorexia, bulimia, hábitos alimentares compulsivos, problemas relacionados com a imagem corporal, obesidade;

Perturbações sexuais e da identidade de género, por exemplo, disfunções sexuais, perturbações do desejo sexual, parafilias;

Perturbações que surgem habitualmente na primeira e na segunda infância ou na adolescência, por exemplo, Perturbações disruptivas do comportamento e de défice da atenção, da aprendizagem, da comunicação, Mutismo selectivo, Perturbações de Tiques, de Ansiedade de separação, Enurese, Encoprese, Pica, Problemas relacionados com o Auto-controlo, Autoconceito, Auto-estima ou com o desenvolvimento da consciência corporal, Orientação Vocacional/ escolar e profissional.

A Orientação Escolar e Profissional (OEP) tem como objectivo principal auxiliar os jovens e os adultos no processo de elaboração dos projectos para a sua vida escolar e profissional tendo em conta que cada indivíduo constrói, de forma gradual através das suas aprendizagens, um conjunto de representações que influenciam a tomada de decisão, pode beneficiar da orientação de um profissional qualificado como um psicólogo no sentido de esclarecer e melhor compreender o que decidir.

A adolescência caracteriza-se por ser uma fase particular de mudanças neuronais, físicas e emocionais, em um curto espaço de tempo, num universo mutável e inconstante as dúvidas são parte integrante do processo de aprendizagem, e os jovens encontram-se perante a primeira encruzilhada que pode desencadear indecisões e angústias, e/ou revelar ambivalências face às expectativas dos pais, logo no 9º ano de escolaridade (ainda que para uma área de estudo mais generalista do que no 12º ano quando a escolha restringe de forma mais específica o futuro profissional) pelo que a orientação de um profissional especializado como um psicólogo pode ser muito útil nestes passos tão importantes.

A OEP pretende analisar e sintetizar o produto da interacção entre factores genéticos e externos, são vários os factores a considerar, nomeadamente, dados biográficos, a personalidade, os valores, as atitudes (tendo em conta três componentes, cognitiva, afectiva/emocional e comportamental), as preferências e os interesses (intelectuais, artísticos, sociais, empreendedores, convencionais), as capacidades de aprendizagem e desemprenho (aptidões cognitivas e físicas), as competências (por exemplo ao nível da interacção social) e os seus modelos.

O psicólogo clínico concebe que os factores influenciam a motivação e a percepção (e a projecção) na tomada de decisão individual e, posteriormente, ditam a produtividade, a satisfação e a realização em termos profissionais (e pessoais) em função do compromisso interno que o individuo assume ao seleccionar objectivos, ao fazer opções, processos selectivos e activos de crescimento num confronto dinâmico (“eu – espaço relacional significativo”), porque se vê confrontado com a necessidade de fazer escolhas significativas, “lutos”, valorização de prioridades, individuação e diferenciação, sendo essencial (re)conhecer-se como identidade vocacional para assumir com segurança a responsabilização perante as suas decisões.


Helena Marsanto - Psicóloga Clínica